TEXTO COMPLETO
Requeremos à Mesa, ouvido o Plenário e cumpridas as formalidades regimentais, que seja formulado Voto de Pesar pelo falecimento do militante histórico do Partido Comunista do Brasil, José Inácio Barbosa (Zezinho).
JUSTIFICATIVA
José Inácio Barbosa, faleceu no dia 24 de janeiro de 2020, aos 84 anos, na cidade do Recife, vítima do Covid-19. Zezinho, como era conhecido por todos, nasceu em 1936, no Engenho Olho D’Água, na cidade de Bom Jardim, agreste pernambucano.
Ele era uma daquelas pessoas que podemos dizer que com sua morte, a humanidade verdadeiramente empobrece um pouco. Homem simples, Zezinho era um exemplo raro daquelas pessoas que se dedicam com abnegação e coragem às causas que abraçam. E, tendo empenhado sua vida à luta por uma sociedade digna, sempre esteve, com idealismo e destemor, na linha de frente das melhores e mais generosas causas populares.
Símbolo da luta comunista e exemplo de disciplina e militância política, entre 1956 e 1962, atuou nas Ligas Camponesas e participou da reorganização do Partido Comunista em Pernambuco. Em 1964, com o regime militar, Zezinho seguiu para Goiás fugindo da repressão, mas não abandonou a luta. Seguiu na Liga Camponesa, atuando na resistência ao golpe de 64. Depois, seguiu para a Bahia onde fora chamado de Manezinho, passando mais 20 anos na clandestinidade. Zezinho chegou a ser dirigente do PCdoB da Bahia e da CUT-BA.
Após esse longo período na Bahia, Zezinho retorna às terras pernambucanas para reencontrar sua família e continuar sua atuação na militância pela redemocratização do país. Zezinho foi um grande defensor do Socialismo e se tornou um militante incansável nas fileiras em defesa da democracia e do povo brasileiro.
Por toda a sua luta, em 21 de setembro de 2018, Zezinho se tornou Cidadão do Recife, através de um título concedido pela Câmara de Vereadores, em sessão lotada por familiares, amigos e militantes do partido ao qual dedicou toda a sua vida.
O PCdoB destacou, em nota oficial, a fala da presidente nacional do partido, Luciana Santos, que coloca Zezinho como um incansável militante e que via o socialismo não só como uma questão de fé, mas de formação.
Ao partir, Zezinho deixa uma forte inspiração, que certamente fomentará o surgimento de outros militantes que, movidos pelo mesmo sentimento de solidariedade humana e compromisso com as transformações, tocarão a luta para frente. Com profunda tristeza, deixo meu abraço mais profundo aos amigos, à família e aos seus companheiros de partido.