2016Requerimentos

Requerimento nº 1.943/2016

By 25/04/2016junho 26th, 2020No Comments

Requerimento Nº 1943/2016

 

Requeremos à Mesa, ouvido o Plenário e cumpridas as formalidades regimentais, 
que seja formulado Voto de Aplausos a jornalista Tereza Rozowykwiat pela 
organização e publicação do livro “Meus Queridos Amigos – As Crônicas de Dom 
Helder Câmara”.

 

Justificativa 

 

Fruto da organização da jornalista Tereza Rozowykwiat e edição da Companhia 
Editora de Pernambuco – CEPE, no último dia 10 de abril, ocorreu a lançamento 
do livro “Meus Queridos Amigos – As Crônicas de Dom Helder Câmara”, na Igreja 
das Fronteiras, no bairro da Boa Vista, no Recife. A obra consiste na reunião 
de 200 textos lidos pelo então arcebispo na Rádio Olinda.
No ano em que Dom Helder, se vivo fosse, completaria 107 anos, Tereza 
Rozowykwiat selecionou 200 crônicas dentre as 2.549 veiculadas no programa “Um 
Olhar Sobre a Cidade”, que permaneceu no ar entre os anos de 1974 e 1983. Em 
quase 500 páginas, o livro percorre as seis partes em que foi dividida: 
injustiças sociais, política, religião, atitude, sentimento e Ele Era Assim, 
trazendo relatos de diversas personalidades.
Os textos lidos pelo Dom da Paz revelam uma fase dura da vida pública do 
arcebispo. Com restrições para explanar suas falas, Dom Helder já havia 
começado sua intensa campanha no exterior pelo fim da repressão política no 
Brasil.
A Rádio Olinda, emissora pertencente à Arquidiocese de Olinda e Recife, era um 
dos poucos canais para se pronunciar publicamente. O arcebispo, no entanto, 
tolhia por vezes o tom e o tema do que era dito. Tereza, autora da obra, 
comenta que “o programa já foi uma pequena abertura para Dom Helder, mas ele 
tinha consciência que não podia falar o que quisesse, pois sofreu ameaças de 
fecharem a rádio antes. Apesar de às vezes ser duro nos temas políticos, ele 
também falava de temas leves”. 
A leitura de “Meus Queridos Amigos” é um passeio à vivência dos tempos de Dom 
Helder, que foi um homem libertário, combativo, humilde e que viveu próximo dos 
que verdadeiramente precisavam. A apresentação do livro dá um enfoque sui 
generis na importância desta obra nos dias atuais, afirmando que com as 
palavras de Dom Helder, passaríamos a entender melhor os dias nublados que 
atravessamos, e que as suas palavras nos leva a repensar situações que às vezes 
parecem caminhos sem saída.
Portanto, devemos reconhecer a singularidade do trabalho da jornalista Tereza 
Rozowykwiat, que conseguiu mostrar, numa bela seleção de textos, todas as 
virtudes do homem que foi mais do que apenas um religioso, que se propôs a 
colocar os “pés na lama” em favor dos mais necessitados, e que até hoje merece 
toda a nossa reverência.
Perante o exposto, solicito aos meus ilustres pares a aprovação deste 
requerimento.