2016Requerimentos

Requerimento nº 1.665/2016

By 24/02/2016junho 26th, 2020No Comments

Requerimento Nº 1665/2016

 

Requeremos à Mesa, ouvido o Plenário e cumpridas às formalidades regimentais, 
que seja transcrito nos anais desta Casa a matéria “Mais alunos se formam na 
idade certa”, publicada no Jornal do Commercio, do último dia 18 de fevereiro 
de 2016.

 

Justificativa 

 

A capa da edição nº 49, do Jornal do Commercio, apresenta uma matéria 
importante sobre a questão educacional em Pernambuco. A entidade não 
governamental Todos pela Educação divulgou pesquisa do Instituto Brasileiro de 
Geografia e Estatística (IBGE), onde são apresentados resultados comprovando 
que no estado de Pernambuco mais alunos se formam na idade certa. Em uma 
década, o número de alunos que concluíram o ensino médio até os 19 anos dobrou, 
de 27,2% para 56,3%.
Este feito ganha ainda mais relevância quando é somado às outras conquistas da 
rede pública de ensino de Pernambuco. O resultado positivo mostra que isso é 
fruto do esforço que começou com a decisão do governador Eduardo Campos em 
tornar a educação pernambucana referência nacional. Estávamos na 16ª posição 
no ranking do IDEB, e agora estamos no quarto lugar, e temos a maior rede de 
escolas integrais no Brasil.
Perante o exposto, solicito aos nobres Parlamentares que aprovem o requerimento 
em tela. Abaixo, segue a matéria veiculada no dia 18 de fevereiro:

“Estado faz dever de casa e eleva o ensino médio
Em um década, percentual de jovens com até 19 anos e que concluíram educação 
básica pulou de 27% para 56%
Em uma década, dobrou o número de estudantes pernambucanos que concluíram o 
ensino médio com até 19 anos de idade. Em 2005 foram 27,2% de jovens no Estado 
com diploma da educação básica. Dez anos depois, em 2014, esse percentual subiu 
para 56,3%. Embora seja um aumento significativo, ainda é alto o índice de 
alunos que não terminam o ensino médio com essa idade (43,7%). O levantamento 
do Todos Pela Educação baseia-se na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio 
(Pnad/IBGE). As escolas em tempo integral, que começaram a ser implantadas em 
Pernambuco em 2004 e hoje representam 40% das unidades estaduais com ensino 
médio, contribuíram para esse desempenho.

O estudo do Todos pela Educação é feito para monitorar a meta 4 do movimento, 
que estabelece que todo jovem de 19 anos deve ter o ensino médio completo. “Os 
resultado de Pernambuco e do País devem ser comemorados, mas com cautela. 
Finalmente, depois de uma longa história de descaso com a educação, percebemos 
que os indicadores estão melhorando. Políticas públicas que estão dando certo 
interferem positivamente nos índices. Acredito que as famílias, os jovens e os 
gestores públicos também estão dando mais importância à escola”, destaca o 
gerente de conteúdo do Todos pela Educação, Ricardo Falzetta. 
O secretário de Educação de Pernambuco, Frederico Amâncio, avalia que o 
programa de educação integral impacta os indicadores, mas ele ressalta que as 
escolas regulares de ensino médio (60%) também vêm apresentando avanços. O 
Estado tem atualmente cerca de 180 mil alunos matriculados no ensino médio em 
colégios regulares e 150 mil nas unidades integrais. Há 329 escolas integrais, 
sendo 29 técnicas. Até março serão inauguradas mais seis técnicas (no Ibura, 
Recife; São Lourenço da Mata, Paudalho, Arcoverde, Belo Jardim e Buíque). Até o 
final do ano outras quatro cidades ganharão escolas técnicas integrais (Abreu e 
Lima, Cabo, Caruaru e Bom Conselho).
“Temos que comemorar os indicadores positivos, mas preocupa ainda o alto índice 
de distorção idade-série no ensino médio (33,9% em 2014), apesar de Pernambuco 
ter sido o Estado que mais reduziu essa taxa de distorção”, diz Frederico 
Amâncio. Era 61% em 2007. “Boa parte dessa distorção já vem do ensino 
fundamental. Por isso temos que fortalecer parcerias e estratégias com os 
municípios, responsáveis pelas séries do fundamental, para avançarmos também 
nos anos iniciais da educação básica”, sugere o secretário.
SEM ESTUDAR 
O levantamento do Todos pela Educação mostra também que no País 41,8% dos 
jovens de até 19 anos que não concluíram o ensino médio deixaram a escola e 
trabalham. Outros 28,8% nem estudam mais nem trabalham. Morador de Águas 
Compridas, Zona Norte do Recife, Wesley Leonardo, 19 anos, abandonou a escola 
dois anos atrás no último ano do ensino fundamental. “Achava melhor jogar bola 
que estudar”, conta Wesley. Ano passado, a namorada engravidou. “Vou ser pai 
mês que vem. Comecei a trabalhar numa oficina mecânica pois tenho que sustentar 
minha filha e agora minha esposa. Mas um dia quero voltar a estudar, quem sabe 
entrar numa faculdade”, diz o rapaz.”