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ESTADO DE PERNAMBUCO ASSEMBLEIA LEGISLATIVA Legislatura 17º Ano 2011 |
Projeto de Lei Ordinária Nº 119/2011 (Enviada p/Redação Final)
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Ementa:
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Denomina o trecho da PE 337 que parte da Município de Flores até a divisa com o Estado da Paraíba, de Rodovia CANHOTO DA PARAÍBA. |
ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Art. 1º – Fica denominada de Rodovia CANHOTO DA PARAÍBA, o trecho da Rodovia
Estadual PE 337 que liga a cidade de Flores à cidade de Jericó, na divisa com
o Estado Paraíba.
Art. 2º – Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.
Art. 3º – Revogam – se as disposições em contrário.
Justificativa
Francisco Soares de Araújo nasceu em 19 de março de 1926, na cidade de Princesa
Isabel, Paraíba. Em 1957, transfere-se para o Recife, onde integrou o elenco da
Radio Jornal do Commercio. Em Recife ganha o nome artístico de “CANHOTO DA
PARAIBA” dado por um produtor do programa de radio “Luar do Sertão” da Radio
Jornal do Commercio. Em 1968, grava seu primeiro disco (LP) – ÚNICO AMOR – pela
produtora pernambucana Rosemblit. Em 1971, grava um segundo disco (LP) – UM
VIOLÃO DIREITO NAS MÃOS DO CANHOTO – gravação particular, financiada por amigos
e admiradores recifenses. Em 1977, produz seu terceiro disco (LP) “CANHOTO DA
PARAIBA, O VIOLÃO TOCADO PELO AVESSO”, pela produtora do pernambucano Marcus
Pereira. Em 1993 e 1994, mais um disco (LP) “PISANDO EM BRASA” e o primeiro CD
“COM MAIS DE MIL”. O primeiro pela produtora pernambucana Caju Music e o
segundo pela produtora Marcus Pereira. Em 1995, com 69 anos de idade e 51 de
carreira artística aposentou-se, por tempo de serviço num pequeno emprego que
tinha no SESI de Recife, onde era funcionário, somando ao tempo que trabalhou
na empresa pernambucana Transporte Relâmpago. Em 8 de abril de 1998, aos 72
anos, um derrame (AVC) atinge-o com efeito devastador na sua capacidade física
e mental. O lado esquerdo, paralisado, impossibilitou-o definitivamente de
tocar o seu violão. Em 2002, numa iniciativa inédita no Brasil, Pernambuco foi
o primeiro estado brasileiro a instituir, no âmbito da Administração Pública, o
Registro do Patrimônio Vivo (Lei estadual nº 12.196 de 2 de maio de 2002), que
reconhece e gratifica com uma pensão vitalícia mensal representantes de cultura
popular e tradicional do Estado
de Pernambuco. Um dos primeiros agraciados foi FRANCISCO SOARES, junto com
outros músicos pernambucanos como Camarão, Lia de Itamaracá e Mestre
Salustiano. A cerimônia de entrega dos primeiros 12 títulos de Patrimônio Vivo
de Pernambuco foi realizada em frente ao Palácio do Governo do Estado (Campo
das Princesas), em Recife, no dia 31 de janeiro de 2006. No dia 9 de junho de
2004, durante a cerimônia de reabertura do Projeto Pixinguinha, o Presidente
LULA homenageou FRANCISCO SOARES como um dos mais geniais músicos brasileiros.
Em 2004, o Governo do Estado da Paraíba homenageou Francisco Soares, criando o
Registro dos Mestres das Artes (REMA), conhecido como LEI “CANHOTO DA PARAÍBA”.
Esta lei reconhece os artistas, cujo trabalho tenha contribuído ao longo dos
anos para a formação do patrimônio cultural paraibano. Canhoto da Paraíba
morava em Paulista, Pernambuco, no bairro Maranguape I, onde veio a falecer em
24 de abril de 2008, e lá foi enterrado. Seus restos mortais foram transladados
em 2010 para Princesa Isabel, sua terra natal, em cerimônia que contou com o
apoio e presença da Policia Militar de Pernambuco, como representação do
Governo do Estado.
Sala das Reuniões, em 24 de março de 2011.
Waldemar Borges
Deputado
