Pernambuco bateu novo recorde de investimentos. No exercício fiscal de 2011, a atual gestão aplicou a maior monta de recursos da história estadual. Cerca de R$ 2,5 bilhões resultaram em melhoria de infraestrutura para a população. O valor foi superior à média de aportes de todo o primeiro Governo Eduardo Campos (PSB), calculada em R$ 1,7 bilhão. O resultado foi possível devido às cifras guardadas em caixa pela administração pública e à manutenção do crescimento das receitas correntes.
A soma, como explicou o secretário da Fazenda, Paulo Câmara, permitiu que o Poder Executivo continuasse investindo, mesmo diante de um déficit nominal de R$ 269,7 milhões no período. Presente ao encontro de ontem da Comissão de Finanças, Orçamento e Tributação (CFOT), o gestor apresentou o último relatório da Execução Orçamentária de 2011. Na ocasião, Câmara chamou a atenção para o crescimento vertiginoso das transferências federais por meio do Fundo de Participação dos Estados (FPE).
Segunda maior fonte da receita corrente, esses repasses avançaram 23,2%, quando comparados aos recursos obtidos em 2010. “Atingimos números surpreendentes também com a arrecadação de R$ 9,7 bilhões de ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços)”, acrescentou. O montante captado manteve Pernambuco entre os dez Estados que mais arrecadam esse tributo. “Devemos isso ao crescimento fantástico da indústria e ao aumento do consumo”, complementou.
Em relação ao ICMS acumulado, o grupo A – integrado pelos segmentos de combustível; telecomunicação e energia – alcançou variação positiva de 13,5%, no comparativo com a execução orçamentária anterior. Foram contabilizados através desses setores R$ 3,6 bilhões em 2011. O grupo B, referente às áreas de atacado, varejo, veículos, indústria, transporte e outros, trouxe aos cofres públicos R$ 6,5 bilhões. Dentre as receitas de capital, destaque para o recuo das operações de crédito. A queda chegou a R$ 147 milhões.
O secretário da Fazenda esclareceu, entretanto, que a redução nos contratos de financiamento se deu apenas em virtude de entraves burocráticos. “Isso foi resolvido e, para este ano, conseguimos um empréstimo de R$ 500 milhões junto ao Banco Mundial”, observou.
O relatório trouxe ainda os investimentos nas áreas sociais. Para despesas com manutenção e desenvolvimento do ensino, aplicou-se R$ 3,2 bilhões. Serviços públicos de saúde custaram ao Estado R$ 1,9 bilhão. Os gastos com pessoal e encargos sociais representaram R$ 10,1 bilhões.
Fonte: Alepe